Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Novembro 07 2010

Não permito sela

sou égua selvagem

bizarria

quando me transformo em abóbora

sem projecto de ilusão

ser projecto de ilusão

na partilha de momentos

os especiais

os maravilhosos

na essência sumária

não permito sela

sou égua selvagem

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 18:03
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Novembro 04 2010

sendo livre como o mar

sou prisioneira da terra

mal caibo em mim como ser afectivo

preciso de olhos para entender a palavra

as escuras nuvens envolvem-me em breu

fraseologia devida

fraseologia de vida

enterro angústias

entretenho vivências raiadas a preto e negro

erros conceptuais, só vejo o que é palpável

 

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 22:32
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Novembro 04 2010

Recuso-me a colher a dor.

As nuvens                            

são reproduções complexas

de sombrias manhãs

de tristes entardecer …

Já é tarde para gritar

que o futuro não é obrigatório.

O tempo devora o tempo…

Preciso de um lenço grande

deixem-me chorar a esmo!

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 22:31
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Novembro 04 2010

conflitos de penhascos

entoa a sonata do desejo

a boca sedenta do dia

na intemporal necessidade que rasga os olhos da noite

comprei ilusão

cinzelo obscuridades

voam verdes gaivotas ao som de uma voz

orgia do sol no bater das asas

quero amarrar as feras

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 22:31
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Novembro 04 2010

passo agreste do destino

estou a mais em todos os lugares

recrudescer do sonho desvanecido

aguardo na solidão

no coro de meu lamento

neste chão onde deitei meus lábios

aguardo o espirro perfumado das flores

na noite que me amarra

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 22:30
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Novembro 04 2010

Traçando a esperança na alvorada

espero a tempestade

deixo-me levar acordada pelo sonho do vento

no desabrochar da ilusão

necessidade da túlipa e sede da maçã

magnificente ternura selvagem

colho os louros de nova madrugada

onde grossas águas fustigam minha janela

entanto, cresce a angústia

segredo às folhas macilentas

o caminho que sorvo, com gula

o desejo de florir

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C)

publicado por Edite Gil às 22:29
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Novembro 04 2010

a fragrância do encanto

ensandecer

é o verbo primeiro

enraizei o tempo

sem espaço

sucumbo

andorinhas

catatónicas

catastroficamente

arraigam rizomas

aprumo dos sentidos

aprumo de sentidos

inconfundíveis sensos

na arte de discernir

heroicamente fuzilada

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 22:28
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Novembro 04 2010

apetece-me morrer raivosamente

o calor dilacera-me a alma como se fosse ácido e gela-ma!

as entranhas são enguias epilépticas

ordeno que parem

empalideço violentamente

apetece-me morrer raivosamente

a garrafa de whisky, em cima da cómoda, mira-me

lá fora as escuras ruas bifurcam-se velozmente

invisíveis os olhos dos transeuntes

acusam o desequilíbrio entre o céu e o inferno

aborrecido este vácuo de bruta agilidade

tento agarrar o sonho fugaz

já fiz o meu inventário

apetece-me morrer raivosamente

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 22:26
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Novembro 04 2010

laços de afecto enraizei

nem tempo, nem espaço os atreve a atentar

confiado convívio

breve virão as andorinhas prevendo as flores

as flores que se abrem ao nosso entendimento

a rala e verde penugem recobre a terra

noticiando a Primavera

inconfundível chilreio

as canoras fazem filas nos fios da electricidade

como se numa gigante pauta

alguém houvesse escrito notas musicais

triunfantes aspergirão essências

embriagarão os sentidos

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 22:25
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Novembro 04 2010

Os minutos gatinham

são trôpegos no seu lentíssimo caminhar

recolho-me na colecção enfadonha de horas

crase do núcleo

espaço ínfimo, infinito de um ângulo raso

declínio da civilização

eu, nem húmus…

 

Edite Gil

(Registado no I.G.A.C.)

publicado por Edite Gil às 22:24
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